Cidade do México: Pirâmides de Teotihuacan encantam quem gosta de história

Existem, no México, mais de 42 mil sítios arqueológicos. Praticamente a vida nas Américas começou por aqui. Claro que tudo está espalhado pelo país, que é grande. Mas, estando na Cidade do México, deve-se visitar as pirâmides de Teotihuacan (detalhes de como ir, lá no final), distante 78km da capital mexicana.

Pouco se sabe sobre a origem do povo de Teotihuacan – na verdade, até o nome foi dado pelos astecas quando encontraram toda a cidade, já em ruínas, e significa “lugar onde os homens se convertem em deuses”. No auge, chegou a ser a maior cidade da Mesoamérica, com mais de 200 mil habitantes.

Guia é fundamental para entender a história do povo que viveu lá - Foto: Bruno Porciuncula
Guia é fundamental para entender a história do povo que viveu lá – Foto: Bruno Porciuncula
Eles já eram bem evoluídos e possuíam até canais de água - Foto: Bruno Porciuncula
Eles já eram bem evoluídos e possuíam até canais de água – Foto: Bruno Porciuncula
Quarto de moradores de Teotihuacan. Não havia janela pois eles só usavam mesmo para dormir - Foto: Bruno Porciuncula
Quarto de moradores de Teotihuacan. Não havia janela pois eles só usavam mesmo para dormir – Foto: Bruno Porciuncula

A geografia é fácil de entender. Há a pirâmide da lua, menor, a avenida dos mortos, como os astecas a batizaram, com diversas outras pirâmides pequenas e,ao final, a pirâmide do Sol, a terceira maior do mundo. E é nela que todos sobem, só é preciso tomar cuidado pois as escadas são quase na horizontal e, mais importante, estamos a 2.300 metros acima do nível do mar, com o ar mais rarefeito, fazendo a gente cansar mais.

Pirâmide do Sol é a que todos querem subir, por ser a terceira mais alta do mundo - Foto: Bruno Porciuncula
Pirâmide do Sol é a que todos querem subir, por ser a terceira mais alta do mundo – Foto: Bruno Porciuncula
Subida é complicada, mas tem um "corrimão" adaptado para ajudar - Foto: Bruno Porciuncula
Subida é complicada, mas tem um “corrimão” adaptado para ajudar – Foto: Bruno Porciuncula
Consegui subir na Pirâmide do Sol e, claro, registrei esse momento (quase sem fôlego) - Foto: Bruno Porciuncula
Consegui subir na Pirâmide do Sol e, claro, registrei esse momento (quase sem fôlego) – Foto: Bruno Porciuncula

Assim como as pirâmides do Egito, havia a dificuldade de se descobrir como eles levaram as pedras para lá, até que pesquisas mostraram que usavam um rio que percorria a região.

Uma curiosidade é que a população não usava rodas por questões religiosas (isso mesmo). Como o sol é redondo, e eles o consideravam um Deus, não admitiam usar uma roda (que também é redonda, rá!).

Duas dicas importantes é levar água mineral e usar protetor solar. Eu mesmo, careca, caprichei no protetor!

Hora da tequila

Após o passeio nas pirâmides, o ônibus de turismo (leia abaixo detalhes no “Como ir”) foi para uma fábrica de tequila, mezcal e pulque. É aquela velha fábrica “para turista ver”, mas valeu a pena a experiência.

Descobrimos a diferença entre as três bebidas e porque a pulque é a menos conhecida. Ela não pode ser engarrafada, é tirada diretamente do “coração” da agave e servida.

Após saber como o pulque é feito - essa planta gigante é a agave, que, além da bebida, ainda serve para fazer armas afiadas, agulha de costura e tela de pintura - Foto: Bruno Porciuncula
Após saber como o pulque é feito – essa planta gigante é a agave, que, além da bebida, ainda serve para fazer armas afiadas, agulha de costura e tela de pintura – Foto: Bruno Porciuncula

Já a tequila, a mais conhecida, é feita a partir da agave azul, assim como a mezcal, que é diferente por ser feita por um processo mais artesanal – e nas garrafas ter um pequeno ‘brinde”, um verme que dá na plantação e é uma delícia.

A melhor hora: degustação - Foto: Bruno Porciuncula
A melhor hora: degustação – Foto: Bruno Porciuncula

O passeio é rápido e curioso – e finalmente aprendemos como se toma uma tequila: coloca o sal no limão, chupa o fruto, deixa um pouco ainda na boca e toma a tequila.

Como ir:

Há diversas excursões para Teotihuacan e vale a pena pagar por isso, já que lá tem diversos portões e um guia é fundamental para entender a história do local. Fiz uma excursão do Turibus que passava na Vila de Guadalupe, nas Pirâmides de Teotihuacan e em uma fábrica de tequila. Custou 1.000 pesos mexicanos (R$ 168), com direito a um almoço com buffet livre.

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