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Descubra a Amazônia e conheça um mundo de biodiversidade

Valorizado pelos estrangeiros e esquecido pelos brasileiros. Este é o Amazonas, Estado nortista onde está localizada a maior floresta tropical do mundo, possui um ecossistema variado e é cortado pelo Rio Amazonas, o mais extenso do planeta, nascendo na Cordilheira dos Andes e indo até o Oceano Atlântico.

Por Bruno Porciuncula*

Os rios Negro e Solimões ajudam a formar o Amazonas. O primeiro possui uma água negra, com ph ácido, dificultando a formação de vida, inclusive com ausência de insetos nas margens.

Já o Solimões, com uma água mais barrenta, é o paraíso de botos cor-de-rosa, com uma rica variedade de peixes, como as piranhas e peixes-gato, e local predileto para os jacarés encontrarem suas refeições. Ambos são navegáveis e servem de porta de entrada para o turista conhecer mais sobre uma das regiões mais isoladas do país.

Ribeirinhos

Navegar pelo rio Solimões e conhecer a vida dos ribeirinhos e caboclos é uma experiência única. A moradia deles é no próprio rio, em casas que flutuam graças a troncos de árvores que custam, em média, R$ 5 mil. Os que moram às margens, levantam a casa sobre palafitas.

Ao visitar a casa de uma família ribeirina, foi impossível não apreveitar para posar com um bicho preguiça

Esses recursos são necessários para enfrentar as cheias do rio Amazonas, que pode subir até 8 metros em junho. As de palafita ainda podem ser invadidas pelas águas, mas o morador constrói um segundo chão para colocar a mobília.

Com a energia elétrica chegando à população ribeirinha só ano passado, é comum ver a televisão fazendo parte da vida deles.

Passeios

O barco é o principal meio de transporte dos turistas. Devidamente seguros com o colete salva-vidas obrigatório, todos têm oportunidade de navegar pelos rios e observar a fauna no habitat natural.

Botos cor-de-rosa deslizam sobre as águas à medida que a lancha navega, mas tirar fotos dos animais exige paciência de pescador. É preciso deixar a máquina preparada para flagrar o momento.

Botos são mais difíceis de fotografar, mas jacarés descansando são mais fáceis – Fotos: Bruno Porciuncula

Mais fácil do que isso é pescar piranhas. Basta colocar a carne suculenta na isca e jogar no rio. Em pouco tempo as piranhas começam a fisgar. Basta puxar forte e posar para a foto com o trófeu, que será prontamente devolvido para a água.

Já caminhar na floresta amazônica não exige muito do turista. Com percursos curtos, o passeio pode ser feito por idosos e crianças. Só é preciso caprichar no repelente e no protetor solar. O calor pode chegar a 40ºC.

Caules das árvores da Amazônia são enormes

À noite, percorrer o rio em uma lancha, apenas com a luz da lua, nos faz ouvir os barulhos noturnos da região. É possível encontrar jacarés caçando o jantar e, se não fugirem assustados, chegar a menos de um metro dos répteis.

Rios unidos

Mas o evento mais esperado é a chegada ao famoso encontro das águas dos rios Negro e Solimões, próximo a Manaus. Os dois formam uma linha bem delimitada com as águas barrenta e negra, encantando a todos.

Pena que, nas terras próximas, a mão do homem já se faz presente, com indústrias e refinarias poluindo o ar.

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* Bruno Porciuncula viajou à convite da Iberostar Grand Amazon