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Bravas Viajantes

Livro traz relatos de mulheres viajantes

É cada vez mais comum ver mulheres viajando sozinhas. Pensando nisso, a editora O Viajante lançou Bravas Viajantes, uma coletânea de sete histórias de viagens vividas por mulheres que foram desbravar o mundo sem companhia.

Por: Bruno Porciuncula

A publicitária gaúcha Tamy Rosele Penz, que mora em São Paulo, foi uma delas. A jovem percorreu o sul da África, passando por países como África do Sul, Namíbia, Quênia e Tanzânia, dentre outros. Ir sozinha para uma viagem de 45 dias de férias não foi a primeira opção, mas por falta de companhia, ela foi adiante do seu sonho de conhecer a região. “O continente africano é mítico e encantandor. Também me atraiu por parecer algo inalcançável, mas foi uma experiência sensacional”, afirma.

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Problemas, Tamy teve, mas nada que a tirasse do sério. “Na África as pessoas dizem que o horário de saída do avião é ‘a partir de…’ porque sempre atrasa”, brincou. Ela também teve que refazer uma rota durante a viagem porque um rio transbordou e inviabilizou o caminho pela estrada que iria prosseguir.

Zimbábue
Tamy na Victória Falls, em Zimbábue

A primeira viagem longa sozinha também serviu para o crescimento pessoal de Tamy. “A gente aproveita a própria companhia, se vira sozinha. Nunca achei que não fosse ter problemas de não me virar, mas descobri que fui muito melhor do que pensei. Voltei acreditando muito mais em mim. Se eu conseguir viajar na África, não tem para onde eu não consiga ir”, ressaltou.

Trabalho e lazer
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Priscila fez um intercâmbio de 8 meses na Austrália e relata a experiência

Interessada em fazer intercâmbio, a paulista Priscilla Cassioli de Moraes decidiu ter a Austrália como destino e conta sua aventura no país da Oceânia como au pair e estudante.

Ela já foi com emprego garantido, já que usou uma agência ainda aqui no país. “Fiquei com uma família de alto poder aquisitivo, que me levava para todos os lugares que iam, então aproveitei bastante”, disse.

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Priscilla também voltou mudada ao país após 8 meses na Austrália. “Já havia morado sozinha, mas ir para um país diferente e ter que se virar é transformador. Voltei mais forte e determinada”, revelou.

A jovem se impressionou com a própria brasilidade, que aflorou. “Depois de 7 meses, bateu saudade da família, dos amigos. Ficava irritada de não ouvir português no ônibus. É maravilhoso estar lá, mas tem todo um contexto que te puxa para voltar para o Brasil”, contou.

Natureza inspiradora
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Samantha fez trilhas na Chapada Diamantina

A jornalista Samantha Chuva conta suas aventuras na Chapada Diamantina, Bahia. Após ir para Salvador nas férias, ela decidiu conhecer a região graças à uma passagem barata.

Pouco acostumada a fazer trilhas, Samantha provou conseguir vencer os desafios, como o do Vale do Pati, com 63 km de trilha carregando mochilas. “Foi muito interessante porque fui vendo do que era capaz”, disse.

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Ela aproveitou o tempo entre as trilhas e a natureza exuberante da região para refletir sobre a vida. “Me deu uma sensação de autodescoberta. Você pertence ao mundo e não a um lugar específico. É bom ver o quanto a gente consegue chegar longe com as nossas próprias pernas”, disse.

Outras aventuras

Bravas Viajantes ainda tem relatos de Gabi Raposo, que foi de ônibus ao ponto mais ao sul do continente americano, na Patagônia argentina, superando medos e inseguranças. Tem também a atriz Danieli Haloten, deficiente visual, que embarcou para Nova York a fim de conhecer e treinar seu cão-guia.

Ja Louise Palma ansiava por assistir a shows de rock na Alemanha, e para isso viajou de carona e dormiu em sofás de desconhecidos. Gabriella Morena explorou a Tailândia, o Vietnã, o Laos e o Camboja, onde teve encontros memoráveis com outras mulheres.

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